O Exército de Israel declarou que os alvos dos ataques mais recentes eram “terroristas”. O país realizou, pela segunda vez nesta segunda-feira (9), uma ampla série de bombardeios em Teerã, capital do Irã. Segundo os militares israelenses, a nova ofensiva teve como objetivo posições consideradas terroristas.
Mais cedo no mesmo dia, o porta-voz das forças armadas de Israel, Effie Defrin, afirmou que as operações atingiram instalações estratégicas do governo iraniano em três províncias. Entre os alvos estavam um centro de comando militar, um complexo de produção e armazenamento de mísseis, além de outras estruturas militares do Irã.
Situação no Oriente Médio
Os Estados Unidos e Israel estão em confronto direto com o Irã. A guerra começou em 28 de fevereiro, quando um ataque conjunto entre os dois países resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Além dele, vários integrantes do alto escalão do governo iraniano também morreram. Autoridades americanas afirmam ainda ter destruído dezenas de embarcações militares do Irã, além de sistemas de defesa aérea, aeronaves e outras instalações militares.
Retaliações do Irã
Em resposta, o governo iraniano realizou ataques contra diversos países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades do país afirmam que as ações tiveram como alvo interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel nesses territórios.
Mortes e impacto do conflito
Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis iranianos morreram, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos. Já a Casa Branca informou que ao menos sete soldados americanos morreram diretamente em ataques atribuídos ao Irã.
Expansão do conflito
O confronto também se estendeu ao Líbano. O Hezbollah, grupo armado aliado do Irã, lançou ataques contra Israel como represália pela morte de Ali Khamenei. Em resposta, Israel tem realizado bombardeios aéreos contra posições do Hezbollah no território libanês. Centenas de pessoas já morreram no país desde o início dessas ofensivas.
Novo líder no Irã
Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho do país escolheu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. Analistas afirmam que sua escolha indica continuidade da linha política atual e da repressão interna.
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump criticou a decisão, classificando-a como “um grande erro”. Ele afirmou que deveria ter participado do processo de escolha e declarou que Mojtaba seria “inaceitável” para comandar o Irã.







