O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (5) que considera necessário participar do processo de escolha do próximo líder do Irã.
Ele também rejeitou a hipótese de Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, assumir o comando do país.
Segundo Trump, a possível sucessão pelo filho do antigo líder não seria adequada. “Eles estão desperdiçando tempo. O filho de Khamenei não tem peso político. Preciso participar da escolha, assim como ocorreu com Delcy na Venezuela”, afirmou em entrevista ao site Axios. Ele fazia referência a Delcy Rodríguez, que assumiu o poder na Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro.
Trump acrescentou que não apoiaria um novo dirigente iraniano que mantivesse a mesma linha política seguida por Ali Khamenei.
“O filho de Khamenei não é aceitável para mim. Queremos alguém que promova estabilidade e paz no Irã”, declarou. O presidente alertou ainda que, caso o futuro líder dê continuidade às práticas do atual regime, os Estados Unidos poderão ser levados novamente a um conflito militar dentro de cerca de cinco anos.
As declarações ocorreram um dia após a Casa Branca indicar que a substituição do regime iraniano não seria o principal objetivo da atual campanha militar conduzida pelo governo americano.
A CNN entrou em contato com a Casa Branca e aguarda uma posição oficial.
O que está acontecendo no Oriente Médio
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma série de ataques contra o Irã, em meio ao aumento das tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano. ([CNN Brasil][1])
Em resposta, o regime dos aiatolás realizou ações de retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. ([CNN Brasil][1])
No domingo, a imprensa estatal iraniana informou que o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, estava entre as vítimas dos bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel.
Após a confirmação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou realizar a “maior ofensiva” de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera retaliar os ataques israelenses e norte-americanos como um “direito e dever legítimo”.
Em reação, Trump advertiu Teerã sobre possíveis contra-ataques, afirmando que “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, responderemos com uma força jamais vista”. Os confrontos entre as partes continuam.
No dia anterior, o presidente americano já havia afirmado que as ofensivas contra o Irã prosseguirão “sem interrupção durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançar nosso objetivo de paz em todo o Oriente Médio — e, na verdade, no mundo”.







